Sempre me fizeram acreditar em princesas
E assim achei que fosse uma.
Vivi em trono de carinhos
Enfeitados de magias e encantos,
Sorrisos pintados em abraços
Ametistas e proteção.
Acostumaram-me
A rimar com poetas,
Curar com doutores,
Dançar com as estrelas,
Amamentar como as lobas.
Hoje, me vejo sozinha.
Meu castelo a onda levou
Minhas rimas se calaram.
As estrelas se apagaram
As filhas se vão...
No silêncio da minha alma
Procuro a mulher que fui;
A mãe que pensei ser;
O sorriso que perdi.
Se a porta do castelo encontra-se aberta.
Por que é tão difícil retornar?
Elâine
